CONFIRA ANTES DE IR!

(escrito por Jafles Pacheco)

 

Algumas dicas para membros da comunidade

LGBT viajando no exterior

A Associação Internacional de Lésbicas e Gays “ILGA – International Lesbian and Gay Association”, www.ilga.org produz um relatório anual sobre os países que protegem e reconhecem os direitos dos membros da comunidade LGBT, bem como aqueles países onde ser LGBT é crime perante a lei.

Segundo o último relatório, 70 países no mundo condenam o sexo consensual entre pessoas do mesmo sexo maiores de idade. Alguns destes com a pena de morte: Irão, Arábia Saudita, Iêmen, Sudão, Somália, Nigéria, Iraque, Afeganistão, Paquistão, Qatar, Emirados Árabes, Mauritânia. No mapa abaixo, os países com cores entre bege e vermelho têm leis que criminalizam LGBTs.

A ILGTA – International Lesbian and Gay Travel Association – “Associação Internacional de Viagens para Gays e Lésbicas” https://www.iglta.org/ também oferece informações sobre destinos de viagens para a comunidade LGBT.  A ILGTA é uma associação formada por agentes de viagens e outros membros da indústria do turismo que se especializam no público LGBT.

O Spartacus é um outro site de viagens LGBT que produz anualmente uma guia de viagens posicionando diversos países em rankings de segurança e aceitação da comunidade https://spartacus.gayguide.travel/blog/gay-travel-index-2019/ .

Aqui vão mais algumas dicas práticas:

  • Evite situações potencialmente arriscadas – não faça nada que não fosse fazer caso estivesse em casa
  • Em alguns países de cultura muito conservadora, excessivas demonstrações físicas de afeto, tanto por casais do mesmo sexo quanto heterossexuais, são frequentemente evitadas em público
  • Se você pretende visitar áreas de cruising ou usar um aplicativo de encontros, saiba mais sobre a situação local e tome precauções sensatas quando conhecer alguém; alguns aplicativos de namoro têm dicas de segurança. Infelizmente em países onde as atitudes em relação às pessoas LGBT são hostis, se tem informação que a polícia local se utiliza de aplicativos de encontros para identificar e aprisionar LGBTs.
  • Tenha cuidado com aquela “amizade fácil” – os criminosos às vezes exploram a natureza geralmente aberta e relaxada da cena gay. Você já ouviu falar sobre o golpe “boa noite Cinderela”?
  • Se estiver viajando com seu marido ou esposa, esteja atento aos detalhes da situação dos LGBTs do país. Quando, por exemplo, selecionar o tipo de cama no quarto de hotel a escolha entre “cama de casal” ou “duas camas de solteiro” pode ser muito importante para evitar problemas.
  • Entender a cultura local é fundamental: dois homens que andam de mãos dadas em público; ou que compartilham o mesmo quarto de hotel em determinados países não significa que sejam gays – evite má interpretação das situações e tente se informar.
  • Os viajantes transgêneros precisam dar alguns passos extras para suavizar as interações que terão com os seguranças dos aeroportos. Como por exemplo: garantir que a designação sexual corresponda a todos os documentos oficiais e à aparência física do viajante; levar cartas de médicos em inglês e no idioma local ao país de destino; e ficar atento que os scanners corporais podem levar à alarmes de segurança.
  • Para os soropositivos (HIV) e transgêneros que tomam medicamentos diariamente: mantenham os medicamentos em seus recipientes originais e certifique-se de que eles são legais no país que você está visitando. Certifique-se de ter medicação suficiente para toda a sua estadia, além de uma quantidade extra, como segurança adicional caso você precise ficar um pouco mais tempo do que o que havia planejado.
  • Diferenças de horário e jetlag podem causar confusão sobre a hora de tomar sua medicação. Seguir o mesmo padrão de horário (por exemplo tomar suas pílulas sempre depois do café da manhã) ao tomar seus remédios é uma boa estratégia – certifique-se de consultar seu médico antes de sair de seu país. E lembre-se de levar as prescrições medicas na viagem.
  • Mantenha-se conectado com as pessoas que ficaram em casa (seu marido, esposa, outros membros da família) e planeje check-ins regulares pelo WhatsApp ou email trocando mensagens sobre como foi o seu dia, etc.

 

 

Introdução

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